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Eczema Disidrótico

O que é eczema disidrótico?
Também denominado disidrose, é condição clínica muito comum, caracterizada por erupção (eczematosa) recidivante constituída por vesículas e bolhas nas palmas e plantas. Anteriormente considerada erupção determinada por mera retenção sudoral, hoje é tida como manifestação eczematosa peculiar (específica) das palmas e plantas. As causas mais comuns são os focos de fungos, dermatites de contato e drogas, podendo o eczema disidrótico ser também manifestação associada a doença cutânea generalizada.

"tinha dos pés também produzida por foco de fungo dermatófito"

As infecções produzidas por fungos, em fase aguda, inflamatória, podem ser responsáveis por reação disidrótica à distância: a erupção vesico-bolhosa apresenta-se nas mãos e/ou nos pés, sendo achado o fungo somente no foco de infecção original (no local da inflamação produzida pelo fungo). As manifestações à distância são chamadas ides (nesse caso, mícides). O exame direto é positivo para dermatófitos no foco e negativo na lesão de mícide. O fenômeno da manifestação à distância é tido como resposta a absorção de produtos antigênicos oriundos dos fungos.

Infecções bacterianas também podem ser responsáveis pelo aparecimento de disidrose.

Medicamentos, como a penicilina e outros antibióticos, podem ser responsáveis por eczema disidrótico.

Substâncias que provocam dermatites de contato podem desencadear a disidrose, por irritação primária ou sensibilização (v. eczema de contato).

O eczema disidrótico pode ser manifestação de atopia (v. eczema atópico).

Estresse emocional pode desencadear eczema disidrótico, especialmente quando associado a atopia e hiperidrose.

Diagnóstico
O diagnóstico é feito pela presença de vesículas e bolhas, com eritema ausente ou limitado, nas bordas dos dedos e nas bordas das palmas e plantas - também distribuídos pelas palmas e plantas - com caráter persistente e recorrente. As vesículas podem confluir, formando grandes bolhas. Pode acontecer infecção secundária com abundante secreção purulenta.

O diagnóstico diferencial deve ser feito principalmente com psoríase pustulosa

Tratamento
O tratamento é relativo à causa, que deve ser investigada e tratada. Se houver foco de fungos, o tratamento com itraconazol ou fluconazol parece o mais indicado, por via oral, em doses adequadas à intensidade e extensão da infecção fúngica. Se houver suspeita de contactante, esse deve ser afastado. O tratamento da erupção eczematosa - uma vez afastada a presença de fungos, bactérias (secreção purulenta) e erosões no local a ser tratado - pode ser feito com creme de corticosteróide em pequena quantidade, duas vezes ao dia, durante não mais que sete a dez dias. Em caso de infecção secundária expressiva devem ser usados antibióticos de amplo espectro. A assepsia local pode ser feita com permanganato de potássio diluído em banhos (com água morna) por cinco minutos, duas vezes ao dia. Ocasionalmente, em casos intensos, podem ser empregados corticosteróides sistêmicos. Antihistamínicos e tranqüilizantes podem ser úteis.

Fonte:
Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP
Departamento de Dermatologia

 
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